Bem, essa pergunta me foi feita por um conhecido, na semana da estréia de “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte I”.
Harry Potter entrou na minha vida em 2001. Estava na 4ª série, e, no final daquele ano, o primeiro filme da série chegaria aos cinemas. Até então, eu não tinha muita paixão pela leitura. Via todos os meus colegas de sala comentando sobre aquilo, impulsionados pelas dicas dadas pela Tia Renata, uma fã incondicional da série (a quem sou muito grato por ter me apresentado à leitura e ao Capital Inicial). Decidi ler A Pedra Filosofal e fui sugado pra dentro daquela história como nunca havia sido antes por nenhum outro livro. Pela primeira vez, fui ao cinema sozinho (em parte, já que minha mãe ficou me esperando do lado de fora
), mesmo sem ter conseguido acabar a leitura do livro. E aquilo foi arrebatador. Ver ação, efeitos em tudo aquilo que eu havia lido era fantástico.
Os anos se passaram, e eu fui me tornando cada vez mais fã dos livros e dos filmes. Teve uma época em que eu era absolutamente obcecado pela história. É óbvio, eu estava na adolescência, e todo mundo tem uma fase “fã demais” de alguma coisa. Comprava tudo que era relacionado à série, revistas, álbuns de figurinhas, cadernos, agendas. Inclusive, o primeiro DVD da minha coleção de DVD’s foi “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”.
E ai vieram os EP’s. Pra quem não sabe, EP é a sigla pra Encontro Potteriano. Pois bem, atividades relacionadas à série, teatro, quiz, pessoas com o uniforme de Hogwarts. Eram bem divertidos. Lembro, inclusive, do meu primeiro EP. Foi na Livraria Café com Letras, em alguma 400 da Asa Sul. Bem divertido, teve gente que derrubou uma prateleira da livraria e…
Esses EP’s , geralmente aconteciam pra celebrar o lançamento de livros ou Dvds, e foi evoluindo de tal forma que fomos convidados pela Livraria Cultura pra abrir um fã clube. A livraria cederia o espaço, e nós bolaríamos atividades e tal. Os encontros mensais foram aproximando as pessoas, e alguns grupos de amizade foram se formando. Descobríamos, a cada conversa, gostos comuns que iam além de Harry Potter. E essas amizades foram as melhores coisas que a série me deu. Mantemos contato até hoje, sempre nos reunimos pra ver filmes, falar mal de Twilight ou simplesmente rir de besteiras.
E a série, ao contrário do que muitos pensam, é muito mais adulta do que infantil. Tudo que a genial mente da escritora J.K. Rowling criou tem um porque, uma razão que vai muito além do “bobo mundo infantil” que grande parte das pessoas que não conhecem pensam que é a série. É por isso que tenho orgulho em dizer que Harry Potter faz parte da minha vida, e vai ser assim pra sempre.
E, pra fechar, aproveito pra responder a pergunta que abre o post: Sim, eu AINDA estou nessa de Harry Potter.
Até a próxima!